25 Abril


O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“, de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.




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25 Abril


No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa.
Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.



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Avaliar ou Classificar? Assim? Para quê?


Há um colaborador do Público (prof. Santana Castilho), que eu sigo com alguma atenção. É professor universitário e está atento às questões da Educação, mesmo e principalmente as não universitárias. Tem uma escrita fácil e é demolidor a desmontar a "tralha" do Ministério da Educação. No dia 15 saiu no Público mais uma crónica de sua autoria.


As boas consciências e as vitórias virtuais
Não fora tão curta a memória colectiva e ligeiro o modo como se passa pela vida e teríamos os portugueses, no mínimo, perplexos com o que lhes é dado observar. Depois de um ano ocupados com a discussão da avaliação do desempenho, que afastou a Escola da sua missão primeira - ensinar -, os factos mostram que a maioria dos professores aceitou hoje o que ontem havia rejeitado, de modo assaz peremptório. Que resta da unidade patente nas duas maiores manifestações de docentes jamais vistas? Muito, dir-me-ão, ao nível das consciências. Insuficiente, respondo, para contrapor ao fanatismo dos que mandam e querem reduzir o trabalho dos professores aos automatismos dos resultados.

Em Março de 2006, o presidente da Comissão para a Revisão dos Sistemas de Carreiras e Remunerações da Função Pública disse: "Não faz sentido que o Estado pague mais de 725 euros aos seus técnicos superiores, quando existem muitos licenciados disponíveis por esse preço". A esta lapidar política de recursos humanos, o secretário de Estado da Administração Pública acrescentou, dois anos mais tarde, a elegância dos meios escolhidos. Disse, então, Sua Excelência: "Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma da administração pública serão trucidados; (...) quem não cumprir as exigências da reforma será trucidado". Dado o mote, foi entregar a batuta à ministra, os bombos aos secretários de Estado e repetir até cansar o estribilho proposto pelo Goebbels do hemicirco: malhar! O assalto ao Agrupamento de Santo Onofre não deve, pois, surpreender as boas consciências. Opor consciências à brutalidade do cacete dá mártires, mas deixa a prepotência seguir. Por agora, esta é a situação.

Defendo a ideia de que a impropriamente chamada avaliação do desempenho (porque, em rigor, do que se tem tratado é da classificação do desempenho, coisa bem diferente), como conceito preponderante da gestão denominada moderna, sistematizada e enquistada em modelos, vem sendo aceite como os crentes aceitam os dogmas, isto é, com reverência sacra. A verdade, porém, é que essa avaliação do desempenho poderá servir organizações que tenham por objecto a produção de bens tangíveis, mas não servirá as instituições cujo fim é formar a pessoa integral. As sucessivas modas de gestão, de que a avaliação do desempenho é paradigma, têm-se preordenado para nos fazer evoluir de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado, que nenhuma Escola civilizada deverá aceitar. A Avaliação do Desempenho, Bolonha, Novas Oportunidades, Magalhães, Escola de Conveniência e todo o restante cortejo de fancaria pedagógica é o corolário de uma passividade cívica e de uma indolência de classe que se contenta com vitórias virtuais.

Os senhores do dinheiro, os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário, têm-se apossado, paulatinamente, de tudo o que reflectia e questionava. Sob o manto diáfano de Bolonha, entraram nas nossas universidades. Apearam a procura livre e autónoma do saber e colocaram no altar os resultados. O seu desígnio é transformá-las em sucursais empresariais devidamente uniformizadas. Desceram depois às escolas básicas e secundárias, transformaram-nas em casernas abertas 12 horas por dia e chamaram-lhes escolas a tempo inteiro. Encaixotaram a Filosofia, a História e a Literatura. Meteram os ciganos em contentores sob a epígrafe de "caso intermédio de integração". Chamaram a polícia quando entenderam.

Em nome da avaliação do desempenho, burocratizaram criminosamente e escravizaram com trabalho inútil. Num ano, transformaram a escola, lugar de cooperação por excelência, numa antecâmara de competição malsã. Meia dúzia de grelhas de classificação do desempenho que me foram dadas a examinar, concebidas para a atribuição da menção "Excelente", deixaram-me arrepiado por tipificarem tudo o que um professor não deve ser. Entendamo-nos. Desde sempre, todos os chefes competentes e todos os chefiados honestos concordaram com a necessidade de avaliar para gerir bem. Mas dificilmente alguém me convencerá de que é útil aplicar medidas de desempenho estereotipadas, normalizadas e gerais a tudo o que é diverso. Ou que se pode tudo medir e tudo indexar a resultados. É esta cultura de avaliação que contesto. É a relevância que se lhe atribui que repudio. É a passividade da sociedade face a esta versão moderna de fascismo que me preocupa.
Santana Castilho (os destaques são meus)


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Operário em Construção


Hoje, depois de ouvir ontem o nosso primeiro, penso se merece a pena algum esforço. Este país parece-me inviável, está entregue aos mais bem-falantes. A corrupção avança imponente e impune. A Justiça não funciona. As Leis são feitas à medida, para que não sirva a alguns, etc. Eu desconfiei sempre de quem se apresenta demasiado imaculado. Falam e nada dizem. 

Definitivamente, estou em dia não. Só um pouco de Mário Viegas poderá melhorar este estado de espírito. Vou esperar pelo Sábado porque é 25 do mês de Abril.




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Ao Salgueiro Maia


Salgueiro Maia (1944-1992)
Um homem simples
Um homem corajoso
Um homem de palavra

Aquele que na hora da vitória
Respeitou o vencido

Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
Como antes dele mas também por ele
Pessoa disse.

Sophia de Mello Breyner Andresen






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Sei que não vou por aí...


Nos dias difíceis que hoje vivemos, é bom que saibamos por onde queremos ir.

João Villaret (1913-1961), actor, encenador e declamador, traz-nos hoje um poema de José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira (1901-1969).




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Hiperactivos ou Mal Educados?


No Blog ProfAvaliação a Benilde escreve no dia 18 de Abril:

"Um dia uma encarregada de educação, revoltada com a escola e as constantes chamadas de atenção, levou o filho ao pedopsiquiatra. Movia-a o desejo de obter uma declaração a catalogar a criança de hiperactiva para a "esfregar"(termo seu) na cara da Directora de Turma.
Fez consulta e duas sessões. Veredicto: minha senhora o seu filho não é hiperactivo é mal educado!
Abençoado médico. Mas estes não abundam, ganham mais dinheiro se alimentarem a ideia da hiperactividade e daqueles famosos comprimidos de ritalina que até já são ministrados a alunos do 1º ciclo."

Saber mais sobre este assunto: Aqui

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Flor de Lótus


Hoje deixo-vos esta bela fotografia conseguida pela Maria Laísa.


Autor: Maria Laísa

Dados técnicos:

Maquina SONY

Modelo DSC-H7

Exposição 10/5000

Abertura 50/10

ISO 100

MeteringMode 5

Flash 16

Dist.Focal 780/10



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Ao Fernando Sottomayor

Hoje é um dia grande.

35 anos depois do 25 de Abril de 1974 vamos homenagear um homem que, sozinho, decidiu desobedecer às ordens de um brigadeiro, recusando-se a disparar sobre as tropas do Capitão Salgueiro Maia. Teve ordem imediata de prisão. Foi o primeira e talvez o única prisão efectuada pelas tropas leais ao governo. Este homem, Alferes Fernando Sottomayor, pode ter decidido ali, na Av. Ribeira das Naus, o curso do movimento 25 de Abril.

Hoje, antigos camaradas de armas, vamos homenageá-lo durante um almoço e agradecer-lhe a coragem que demonstrou nesse dia. Esta homenagem vem com 35 anos de atraso e é pena que seja só uma manifestação de antigos camaradas e que nunca oficialmente lhe tenha sido demonstrada qualquer gratidão.

Aqui fica o meu agradecimento público.

Obrigado Fernando! Portugal agradece a tua desobediência salvadora.

Alguns apontamentos cronológicos desse dia:

10:00 de 25/4/74 - REGIMENTO DE CAVALARIA 7 - FORÇAS DO REGIME.
Com a sua força já diminuída pela adesão ao Movimento do Asp. David e Silva e pela rendição do Ten.Coronel Ferrand de Almeida, o Brigadeiro Junqueira dos Reis divide a sua força em dois grupos, avançando com dois M/47 pela Avenida Ribeira das Naus, comandados pelo Asp. Sottomayor. Seguem também atiradores do RI1 da Amadora e uma pequena força de Lanceiros 2, segue como supervisor o Major Pato Anselmo. O Brigadeiro Junqueira dos Reis acompanha o força. O Cap. Salgueiro Maia segue em direcção à força com um lenço branco. O Brigadeiro ordena a Salgueiro Maia que vá para a retaguarda da sua força. Salgueiro Maia propõe que falem a meia distância das duas forças. O Brigadeiro ordena ao Asp. Sottomayor para abrir fogo sobre Salgueiro Maia, este recusa e de imediato ouve voz de prisão. Dá de seguida a mesma ordem aos apontadores dos carros de combate que também recusam. O Brigadeiro não conseguindo atingir os seus objectivos dirige-se para a Rua do Arsenal onde o resto da coluna se encontrava com o Coronel Romeiras.

10:30 de 25/4/74 - REGIMENTO DE CAVALARIA 7 - FORÇAS DO REGIME.
O Major Pato Anselmo é deixado sozinho pelo Brigadeiro, na Av. Ribeira das Naus. O Major Jaime Neves vai tentar obter a sua rendição, vai acompanhado pelo Cap. Tavares de Almeida e Asp. Miliciano Maia Loureiro. A rendição é rapidamente conseguida. As torres do dois M/47 são rodadas de 180 graus e o Movimento passa a contar com mais dois carros de combate. Todo o pessoal apeado também se entrega. Os dois carros dirigem-se de imediato para a Rua do Arsenal, onde se encontrava o que restava da força de Cavalaria.

10:45 de 25/4/74 - REGIMENTO DE CAVALARIA 7 - FORÇAS DO REGIME.
O Tenente Santos Silva vai tentar negociar com o Brigadeiro, na Rua do Arsenal, não sendo bem sucedido. Pouco depois, e sem saber o sucedido, o Tenente Assunção aproxima-se do Brigadeiro que dá ordem de fogo, sem ser obedecido. O Coronel Romeiras aconselha calma e interpõe-se entre as armas e o Tenente Assunção. O Brigadeiro, em ira, agride o Ten. Assunção. Este faz continência e retira-se.

Para ilustrar estes momentos dramáticos, temos algumas fotografias do dia 25 de Abril.








Salgueiro Maia, Maia Loureiro e
Clímaco Pereira (à esq. em pé, numa panhard)



Confronto na Rua do Arsenal



A caminho do Quartel do Carmo (de costas, Alf. Clímaco Pereira)



Duelo de nervos com a Gago Coutinho




Momento de tensão (em 1º plano o furriel Constantino)




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Crise Académica de Coimbra - 1969


Faz hoje 40 anos.

É bom recordar o tempo em que se lutava por ideais, em que as pessoas não aceitavam acriticamente as directivas vindas do poder estabelecido - uma ditadura, é bom lembrar.

A luta na academia de Coimbra não começou em 1969. Será útil ler um texto da AAC, para que uns recordem e outros fiquem a conhecer o que se passou:

“Há momentos que passam. Há outros que fazem a História. Entre 1965 e 1968 a Associação Académica de Coimbra foi liderada por uma Comissão Administrativa nomeada pelo Governo. Durante essa fase os estudantes foram impedidos de participar no Senado e Assembleia da Universidade de Coimbra.

Após um abaixo-assinado, subscrito por 2500 estudantes pedindo eleições livres na AAC, realizaram-se novamente eleições para a Académica em Fevereiro de 69. Deste acto eleitoral saiu vencedora a lista do Conselho das Repúblicas, com 75% dos votos.

Um mês mais tarde a DG/AAC é convidada para a cerimónia de inauguração do edifício das Matemáticas, não só aceitando o convite, como manifestando a intenção de interferir na referida cerimónia.

Essa pretensão, comunicada ao Reitor de então, foi liminarmente recusada já que “O Reitor, que iria discursar, já representava a Universidade” e a intenção dos estudantes falarem prejudicaria as “prescrições protocolares”.

Na manhã de 17 de Abril de 1969, em frente ao Edifício das Matemáticas, milhares de estudantes mostravam palavras de ordem “Ensino para todos”, “Estudantes no Governo da Universidade”, “Exigimos diálogo”.

No interior do Edifício, Alberto Martins, Presidente da DG/AAC pede a palavra ao Presidente da República, Américo Tomás “Sua Ex.ª, Senhor Presidente da República, dá-me licença que use da palavra nesta cerimónia em nome dos estudantes da Universidade de Coimbra?” A palavra foi-lhe negada e a cerimónia terminada abruptamente.

Nessa mesma noite, Alberto Martins é detido à porta da Associação Académica de Coimbra. Centenas de estudantes são nessa noite alvo de uma carga policial à frente da PIDE, para onde se haviam mobilizado em solidariedade para com Alberto Martins. Vários episódios de luta, unidade e solidariedade se seguiram por parte dos estudantes da Universidade de Coimbra. O Governo respondia com mais censura, opressão e perseguição aos desalinhados do regime.

Neste dia, se calhar como nunca no passado, a Academia de Coimbra soube dizer não perante um regime e uma sociedade injustas e desiguais. Talvez aqui, tenha sido o início do fim do regime.

Em resposta a todo este clima, a Academia reúne em Assembleia Magna, no ginásio da AAC com a presença de milhares de estudantes e dos professores Orlando de Carvalho e Paulo Quintela. Assim, é decretado o luto académico sob a forma de greve às aulas, transformadas em debate sobre os problemas dos departamentos e das Faculdades da Universidade de Coimbra, bem como do País.

No dia 30 de Abril, numa comunicação televisiva, o Ministro da Educação Nacional, José Hermano Saraiva, acusava os estudantes de desrespeito, insultos ao Chefe de Estado e do crime de sediação. Conclui, a dizer “que a ordem será restabelecida em Coimbra”.

Neste contexto, cerca de 4000 estudantes marcaram presença na Assembleia Magna que se realizou no Pátio dos Gerais, no dia 1 de Maio, repudiando juntamente com o corpo docente, as afirmações do Ministro da Educação Nacional e reafirmando a convicção na construção de uma Universidade nova.

De seguida, por despacho de José Hermano Saraiva, verificava-se o encerramento antecipado da UC até ao início dos exames. Deste modo, a Assembleia de Estudantes Grelados deliberava cancelar a Queima das Fitas num acto de solidariedade para com a Academia e dirigentes associativos suspensos. “Jamais aceitaremos que a alegria se confunda com a irresponsabilidade…”, dizia o comunicado.

No dia 28 de Maio, na maior Assembleia Magna da história da Academia com a presença de cerca de 6 mil estudantes, é decretada a abstenção aos exames. Foi ainda deliberada a “Operação Flor” e a “Operação Balão”, em que flores e balões eram distribuídos como forma de protesto enquanto não se procedesse ao levantamento das suspensões e dos processos de inquérito, exigindo-se ainda que não fossem marcadas faltas durante o luto académico.

No início da época de exames, dia 2 de Junho, Coimbra acorda sitiada. Destacamentos da GNR, PSP e da Polícia de choque ocupam a Universidade.

No final da Taça de Portugal entre a Académica e o Benfica, no dia 22 de Junho, o jogo transformou-se em manifestação contra o regime e cerca de 35 mil comunicados foram distribuídos à sociedade civil, nos quais estavam expostas as razões da luta estudantil. Excepcionalmente, o jogo não foi transmitido pela RTP e pautou-se pela ausência do Presidente da República.

No mês de Julho, o Governo alterava a lei de adiamento da incorporação militar de modo a fazer depender da prorrogativa “o bom comportamento escolar” do estudante. Ao abrir da nova legislação, meia centena de estudantes eram chamados ao serviço militar.

A crise académica de Coimbra tinha conduzido a uma remodelação política no sector educacional do governo. O Ministro da Educação Nacional é demitido e substituído por Veiga Simão. Na Universidade de Coimbra, Gouveia Monteiro é o escolhido do novo ministro para o cargo de Reitor, numa tentativa de pacificação da situação académica. Deste modo, abria-se o caminho às reformas e democratização das estruturas universitárias que, cinco anos mais tarde, o 25 de Abril de 1974 viria consagrar.”

Há momentos em que é necessário lutar pelo que é justo e que as leis não consagram. Esta luta é um exemplo. Foi uma enorme vitória, não só para a academia como para todo o Portugal.

Manuel Alegre compôs um poema dedicado a este momento: "Flores para Coimbra"

Que mil flores desabrochem. Que mil flores
(outras nenhumas) onde amores fenecem
que mil flores floresçam onde só dores
florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas
(outras nenhumas não)
onde mil flores com espadas são cortadas
que mil espadas floresçam em cada mão.

Que mil flores floresçam
onde só penas são.
Antes que amores feneçam
que mil flores desabrochem. E outras nenhumas não.

Também é possível, hoje, vermos algumas imagens da época:



Jorge Sampaio, participante activo, na altura, associou-se às comemorações do 30º aniversário e discursou na Sessão Solene. Veja o discurso, do então Presidente da Républica, aqui.

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